Storytelling

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O Poder do Storytelling: Como Contar Histórias Cativantes que Conquistam sua Audiência

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Você pode ter ideias brilhantes e mensagens impactantes para transmitir, mas se não souber como fazê-lo da maneira certa, de nada adianta. Sua audiência continuará composta por cadeiras vazias ou poucos cliques. Sua escrita ainda pode não ser cativante o suficiente. No entanto, assim como vários escritores de sucesso, você pode aperfeiçoar suas habilidades e aprender a contar histórias capazes de encantar seus leitores.

Diante da enorme quantidade de conteúdo a que somos submetidos 24 horas por dia, é preciso apresentar um diferencial claro para o seu público e não ser “apenas mais um”. Uma das melhores técnicas para isso é o storytelling – a arte de contar, desenvolver e adaptar histórias utilizando elementos específicos, como personagens, ambientes, conflitos e mensagens, em eventos com começo, meio e fim, para transmitir uma mensagem de forma inesquecível e conectar-se emocionalmente com o leitor.

Neste artigo, você vai aprender tudo sobre o poder do storytelling, desde sua importância até os principais elementos que o compõem. Também exploraremos modelos consagrados de contar histórias, dicas e técnicas essenciais, além de exemplos inspiradores de grandes marcas. Prepare-se para embarcar nessa jornada e descobrir como o storytelling pode transformar seus conteúdos e conquistar sua audiência.

O Que É Storytelling?

O storytelling é a arte de contar, desenvolver e adaptar histórias utilizando elementos específicos – personagem, ambiente, conflito e uma mensagem – em eventos com começo, meio e fim, para transmitir uma mensagem de forma inesquecível ao conectar-se com o leitor no nível emocional.

Essa definição resume perfeitamente a técnica de contar histórias. Agora, vamos entender melhor a importância de se preocupar em contar boas histórias em seus conteúdos.

A Importância do Storytelling

Ao contar boas histórias, você garante que está produzindo um material único. Por mais que seja sobre um tema desgastado ou de conhecimento geral, seu conteúdo abordará uma perspectiva singular: a sua. Mas isso não é tudo. O storytelling traz diversos benefícios:

Histórias Levam o Público em uma Jornada

Não há motivo para você escrever como a Wikipédia, listando puramente fatos e dados, pois será complicado superá-la nas páginas do Google. Em vez disso, leve seu leitor em uma jornada. Mesmo que seu conteúdo não seja uma narrativa, é possível fazer isso com tópicos bem estruturados e explorando o encadeamento de ideias. Quando você pensa na experiência e na jornada do usuário e conta com um conteúdo escaneável, tem o necessário para o início de um storytelling bem-sucedido.

Histórias Geram Identificação

“Histórias lidas no momento certo jamais te abandonam. Você pode esquecer o autor ou o título. Pode até não lembrar precisamente o que aconteceu. Mas se você se identifica com uma história, ela continua com você para sempre.” (Neil Gaiman)

Uma boa história desperta o interesse e a identificação do leitor. Uma história melhor faz com que o leitor se imagine no papel do personagem principal. Uma história espetacular faz com que o leitor percorra cada passo na pele do protagonista, sofrendo com ele e enfrentando todos os obstáculos no caminho, movido pela esperança de superar o conflito e vibrando quando isso ocorre.

Histórias Despertam Emoções

Além da identificação, as histórias também acionam nosso lado emocional, seja por despertar alguma memória do leitor, seja por fazê-lo se imaginar na pele do personagem. Com isso, temos o resultado final:

Histórias Nos Seduzem com Facilidade

A comunicação humana é feita por histórias desde sempre. Assim, é muito mais fácil transmitir uma mensagem quando ela está ancorada em uma história.

Principais Elementos do Storytelling

Embora não exista uma receita de bolo para contar boas histórias, existem quatro elementos-chave que estão sempre presentes:

1. Mensagem

A mensagem a ser transmitida é o elemento mais importante do storytelling. Mesmo que a forma de contá-la (o “telling”) seja fraca, uma mensagem forte pode surtir efeito. Mas se a mensagem for fraca, dificilmente você conseguirá salvar seu conteúdo com técnicas de storytelling.

Textos, histórias e palestras que deixam a audiência entusiasmada momentaneamente existem aos montes, mas conteúdos que marcam de verdade e fazem com que você continue lembrando deles são escassos. Esses são os que conseguem conciliar a mensagem com os outros três elementos-chave do storytelling.

2. Ambiente

Simplesmente porque os eventos precisam acontecer em algum lugar, ter o ambiente bem descrito facilita que o público embarque na jornada.

3. Personagem

O personagem é quem percorre toda a jornada e sofre uma transformação que leva à transmissão da mensagem. Mas, para passar por essa transformação, ele deve superar o próximo elemento:

4. Conflito

O principal fator que deixa a audiência interessada na história é o conflito: o desafio que surge para o personagem a fim de motivá-lo a percorrer toda a jornada. Um conflito muito simples não desperta interesse, pois não gera identificação. Afinal, conquistas muito fáceis não costumam ser valorizadas. Ele deve ser mais elaborado e também não pode ser facilmente superado. Nesse caso, teríamos uma história romantizada, que pode até despertar emoções, mas dificilmente gera identificação. Portanto, o conflito deve ser elaborado e de difícil superação, a ponto de exigir a transformação do personagem para que seja superado.

Todo Storytelling é uma Narrativa?

Embora toda narrativa seja storytelling, a recíproca não é verdadeira. Eles funcionam bem como sinônimos para não repetirmos o mesmo termo várias vezes. Porém, a arte de contar histórias, o storytelling e a narrativa não são exatamente a mesma coisa.

É possível incorporar alguns elementos do storytelling em seus conteúdos sem necessariamente transformá-los em narrativas. A ideia do “show, don’t tell” (mostrar para não falar) é uma excelente maneira de ilustrar isso: a descrição de um evento ou dado funciona muito melhor para explicação, entendimento e identificação do que sua apresentação de forma simples e direta.

Como Fazer Storytelling com seus Conteúdos

Existem três principais formas de aplicar o storytelling em seus conteúdos:

1. Conteúdo é a História

Esse é o método mais óbvio e é o primeiro que nos costuma vir à mente ao pensar em storytelling. Trata-se de uma verdadeira narrativa completa e ambientada, com personagens, obstáculos, conflito e uma jornada bem definida para levar à transformação do protagonista.

2. Storytelling como Parte do Conteúdo

Neste caso, uma história serve de exemplo ou ilustração para facilitar o entendimento de um tema. Porém, é necessário tomar cuidado para não usar storytelling sem sentido, com personagens jogados no texto apenas para dar um exemplo inútil.

3. História Usada como Estrutura do Conteúdo

Esse é o método mais utilizado no Marketing de Conteúdo. Em vez de apresentar uma história no texto, o conteúdo é estruturado com base em uma história e explora vários elementos do storytelling, mesmo que não sejam apresentados de forma clara.

Storytelling no Marketing de Conteúdo

Vamos usar este texto como exemplo para mostrar como a arte de contar histórias pode ser trabalhada – ou explorada – no Marketing de Conteúdo:

O personagem é você, que se motivou a encarar o conflito de aprender mais sobre storytelling. E, assim, embarcou em uma jornada: consumir todo este artigo na esperança de que ele seja transformador e inovador o bastante para resolver seu conflito.

O ambiente é a internet. Mais especificamente, pode ter envolvido uma rede social, um e-mail ou o próprio Google, e acabou mudando de cenário para o blog da Comunidade Rock Content.

E a mensagem? Essa eu não posso revelar ainda, ou o conflito seria muito facilmente resolvido e teríamos uma história romantizada demais para ser digna da sua leitura.

Portanto, no Marketing de Conteúdo, os conceitos de persona e resposta à intenção do usuário estão extremamente ligados ao storytelling. Além desses elementos, existem também estágios ou etapas que podem ser identificados em uma história, que variam conforme a estrutura adotada. A seguir, falaremos de duas das mais famosas.

O Modelo Pixar de Contar Histórias

Responsável por inúmeros sucessos, como Toy Story e Procurando Nemo, o estúdio de animação Pixar aplica o storytelling com maestria em seus filmes, e a estrutura utilizada é extremamente simples:

1º Ato: Apresentação

Somos apresentados aos personagens em seu mundo, com toda a rotina acontecendo normalmente até que temos o evento que anuncia o conflito!

2º Ato: A Jornada

Por causa do conflito, temos uma série de outros acontecimentos que se tornam obstáculos para o protagonista. E por causa de cada obstáculo, temos um novo, até chegar ao conflito final. Nesta jornada, acompanhamos a transformação do personagem principal, que costuma ainda chegar ao fundo do poço antes de se transformar para, enfim, resolver o conflito.

3º Ato: A Mudança

Somos reapresentados aos personagens em sua nova rotina, agora transformados pela resolução do conflito. Com base nessa mudança, a mensagem é transmitida e, assim, emociona e impacta a audiência.

O Modelo Joseph Campbell: a Jornada do Herói

A Jornada do Herói é apresentada no livro “O Herói de Mil Faces”, de Joseph Campbell. Também chamada de Monomito, ela é basicamente um estudo que identifica um padrão narrativo em histórias famosas. Várias das etapas são similares às do modelo Pixar, mas de uma forma mais estendida:

  1. O Mundo Comum: Somos apresentados ao herói — o protagonista — e o seu mundo.
  2. O Chamado para Aventura: Momento em que o conflito é apresentado ao herói.
  3. A Recusa ao Chamado: O protagonista se vê em um conflito interno entre o seu desejo e a sua necessidade, de forma que, inicialmente, ele pode se render à zona de conforto do seu mundo atual.
  4. O Encontro com o Mentor: Quando algo ou alguém chama a atenção do herói para a necessidade de agir. Pode ser um mentor, um evento ou até mesmo uma coisa.
  5. A Travessia para o Novo Mundo: O protagonista decide abandonar o mundo comum e embarca de vez na jornada.
  6. Os Testes, os Aliados e os Inimigos: Nosso herói encontra novos aliados e inimigos e, ao enfrentar novos desafios, ele aprende as regras e o funcionamento do novo mundo.
  7. A Aproximação: O primeiro desafio é superado!
  8. A Provação Traumática: Momento em que o protagonista encara o conflito de maior impacto em toda a história e pode ser levado ao fundo do poço, antes de superá-lo.
  9. A Recompensa: Vencido o conflito, nosso herói recebe a recompensa após vencer seus medos e ter novas descobertas. A recompensa costuma ser a mensagem transmitida.
  10. O Caminho de Volta: Começa o retorno do herói para o seu mundo.
  11. A Ressurreição do Herói: Surge um novo conflito e o protagonista é testado outra vez; agora, ele precisa utilizar sua recompensa para superar o desafio.
  12. O Retorno com o Elixir: Quando nosso herói — agora transformado — retorna definitivamente para o seu mundo e está apto a mudar a vida de todos com a recompensa trazida por ele: o elixir.

Segundo Joseph Campbell, ao passar por cada um desses estágios, temos uma narrativa completa. Mas a verdade é que você não precisa segui-los à risca. Vale muito mais tomar essa estrutura como base e adaptá-la para o seu caso, priorizando sempre a criatividade.

Dicas e Técnicas de Storytelling

Para fazer um bom storytelling, é importante aprender algumas técnicas essenciais:

Leve o Leitor de um Ponto A até um Ponto B

Histórias sem final ou sem ordem cronológica podem funcionar muito bem em filmes artísticos e na literatura, mas não são indicadas quando temos um objetivo claro e uma mensagem que deve ser facilmente transmitida e reproduzida. Cada narrativa deve ser constituída pela simples estrutura: introdução, desenvolvimento e conclusão. Sua história precisa pegar o leitor pela mão e conduzi-lo sem muitas turbulências.

Seja Criativo

Qualquer história pode ser criada, tudo vai depender do que você vai oferecer para o seu público. Mas é claro que, para produzir uma boa narrativa, você necessita de um tema relevante, contendo problemas que seu público tenha e que você possa resolver. Todo leitor gosta de ser surpreendido, e por essa razão obras que usam recursos narrativos como plot twists (viradas na trama) e quebras de expectativas são tão populares. Use a criatividade para atrair e envolver seu leitor, mas tome cuidado para que a trama não fuja do objetivo principal.

Transmita Sensações Positivas com o Conteúdo

Segundo um artigo da Scientific American, as histórias que estimulam emoções positivas são mais amplamente compartilhadas do que aquelas que provocam sentimentos negativos, e o conteúdo que produz uma maior excitação emocional tem maiores chances de viralizar. Estimule o público a terminar o conteúdo com um sentimento positivo no peito. Isso não significa que o conteúdo deve apenas falar de coisas boas e não exibir problemas! O principal objetivo é que, no final, uma solução seja apresentada e que, de preferência, ela seja um serviço ou produto oferecido pelo cliente que você atende.

Dicas de Como Não Fazer Storytelling

Contar Histórias Romantizadas

Ao romantizar as histórias, você acaba suavizando ou comprometendo o conflito, o que traz uma situação onde tudo acontece de forma muito fácil — e isso acaba dificultando a identificação do leitor por ser muito distante da realidade. Seu storytelling, assim, pode até ser apreciável, mas jamais será inesquecível.

Utilizar Personagens Rasos ou Superfic iais

Quando um protagonista é excessivamente simplificado ou genérico, é mais difícil desenvolver empatia por ele e, consequentemente, a identificação do leitor acaba comprometida. Um bom herói deve ter suas virtudes e seus pontos fracos para enriquecer a trama e trabalhar junto com o conflito. Se ele é superficial demais, a sua transformação também é afetada e a mensagem transmitida terá menos impacto.

Apresentar a Mensagem de Forma Muito Direta

Ir direto ao ponto funciona em muitas situações. No storytelling, nem tanto. Antes de transmitir sua ideia, é necessário envolver o público utilizando os estágios e elementos apresentados ao longo deste artigo. Novamente, temos a ideia do “show, don’t tell”. Mas também não a leve tão a sério, chegando ao ponto de entediar sua audiência antes de ter a oportunidade de transmitir sua mensagem.

3 Exemplos para Inspirar Suas Novas Histórias

1. Always: Like a Girl

A campanha #likeagirl da Always foi lançada originalmente em 2014, mas mesmo nos anos seguintes, continua representando o sentimento de muitas mulheres. E aí está a conexão que ela causou. O enredo de suas peças e interações com o público eram baseadas na frase pejorativa “você está fazendo isso como se fosse uma menina”. Mas, em vez de utilizá-la em situações de fraqueza ou delicadeza, reforçava cada uma de suas palavras em ocorrências que mostravam a força da mulher e como não havia nada que as impedia de fazer qualquer coisa que desejassem, nem o preconceito, nem seu fluxo menstrual.

2. Dove: Retratos da Beleza

Em uma dinâmica, a Dove pediu que várias pessoas se descrevessem para um artista. Ele, por sua vez, desenhava cada detalhe minucioso que lhe era descrito. Rugas, pintas e outros elementos da feição eram sempre os mais mencionados. No segundo momento, pediam que descrevessem outras pessoas que estavam no grupo da dinâmica. A comparação entre os dois desenhos mostrava como as pessoas se enxergavam sempre mais negativamente do que as outras. Com isso, a Dove quis elevar a autoestima de seu público, mostrar que era preciso se amar mais. A experiência foi transformada em um vídeo que viralizou sua mensagem.

3. Heineken: Mulheres também Curtem Futebol

A história mostra homens sendo abordados secretamente para assistirem a final da Liga em um evento da cerveja, o que seria necessário convencer suas namoradas ou esposas a irem para um SPA. O convite irrecusável, com uma boa compensação para suas companheiras, não deixa dúvidas, e eles executam o plano. Porém, no dia do jogo, descobrem que elas não foram enviadas para um SPA, e sim, para assistirem ao jogo ao vivo, em Milão. Com o nome “The cliché”, a campanha se diverte com o fato do senso comum achar que mulher não gosta de futebol.

Finalizando a Jornada: o Caminho de Volta

Após apresentar o conflito e percorrer toda a jornada com o herói, que ainda passa pela provação ao reforçarmos o que fazer e o que não fazer, chegamos ao momento de retornar para casa com o elixir.

Portanto, vale deixar claro que todos os tópicos aqui abordados são recomendações que podem ajudar a contar boas histórias, mas não os transforme em uma receita de bolo ou fórmula. Com o storytelling, não existem mandamentos ou escrituras na pedra, e essa é a graça. Podemos reinventá-lo a cada texto e, por isso, sempre há uma forma de aprender algo novo.

Para seguir sua especialização na arte de contar histórias, confira nosso Minicurso de Storytelling, que tem mais de 3 horas de videoaulas para você aprender ainda mais como conquistar sua audiência.

Tiramos suas dúvidas sobre Storytelling?

Esperamos que este conteúdo tenha introduzido o Storytelling de forma clara e útil para você! Na prática, agora você já está apto para aplicar as estratégias com sucesso.

Para saber mais sobre Marketing Digital, confira outros artigos do nosso blog.

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Foto: Freepik
Fonte: Rockcontent

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